Michael Phelps: Os segredos do super atleta da natação
Posted: agosto 2nd, 2012
Michael Phelps durante os 200 metros individual, no Grand Prix de Indianapolis - Foto: Michael Conroy/AP

Michael Phelps durante os 200 metros individual, no Grand Prix de Indianapolis – Foto: Michael Conroy/AP

Por Hugo Davanso

Em Londres, Michael Phelps se tornou o maior ganhador de medalhas de todos os Jogos, superando a ginasta Larissa Latynina, que tinha 18 medalhas conquistadas entre as Olimpíadas de 1956, 1960 e 1962. Mas qual o segredo por trás do maior atleta da história das Olimpíadas?

Phelps entrou na natação aos 7 anos, pois era hiperativo. Não satisfeito, também praticou futebol, lacrosse e beisebol, mas foi nas piscinas que encontrou sua maior paixão.

O seu atual treinador, Bob Bowman, descobriu um talento acima do normal em Phelps e, ainda aos 11 anos, eles optaram pelo nado borboleta como a principal modalidade do futuro campeão. Isso porque Phelps tinha braços bem largos e sua flexibilidade era rara, quase como um golfinho, ou seja, um corpo perfeito para o nado. A decisão se mostrou acertada porque só nesse estilo foram 4 medalhas de ouro olímpicas e mais 8 de campeonatos mundiais, além de 10 quebras de recorde. Inclusive os atuais recordes olímpicos dos 100 e 200 metros borboletas pertencem a Phelps.

As medidas do super campeão assustam: a sua envergadura mede 201 centímetros, 8 a mais que a sua altura dando, resultando em uma maior força na sua braçada. Phelps calça número 48, o que garante 20% de mais força na sua pernada em relação aos outros nadadores e facilita seus movimentos porque é a principal ação do seu nado. Esse corpo de superatleta faz com que ele flutua embaixo da água nos começos das provas e nas viradas mais rápido que qualquer um graças aos seus trabalhos de pernas. Além disso, Phelps é dono de uma flexibilidade quase que única entre os atletas, o que garante que ele execute seus movimentos de pernas e braços até o final, se movimentando mais e gastando menos energia.

Comparado a outros atletas, Phelps flexiona 5 centímetros mais as suas pernas durante o nado, o que representa 10% em propulsão. Outro segredo na técnica do americano é a sua flutuação: ele flutua bem mais tempo que os outros competidores.

Enquanto muitos ficam em média 10 metros embaixo da água na largada, Phelps fica 13 metros. Durante essa flutuação, a cabeça, as mãos e o torso ficam imóveis, fazendo com que se movimente apenas as pernas. O resultado? No auge da carreira, ele chegava a se distanciar em até meio corpo dos outros. Isso sempre dava muita vantagem, mas a virada da piscina era o auge de suas provas.

Todos os nadadores, fazem a última virada e posicionam seus corpos sentido a superfície da água  para voltar a darem as braçadas e isso faz com que haja maior resistência da água. Phelps, por outro lado, colocava seu corpo em 45 graus para baixo e flutuava cerca de 11 metros. A vantagem se dá porque Phelps chega a ficar a 1 metro de distância da superfície, diminuindo a resistência. A técnica é tão eficaz que no campeonato mundial de 2007, nas provas dos 200 metros livres, Phelps nadou 46 metros do total embaixo da água, ou seja, quase um quarto da prova e 20 metros atrás do segundo colocado. Resultado: medalha de ouro e recorde da prova.

Mas Phelps ainda tem segredos: ele desenvolveu uma técnica nas suas braçadas onde ele desliza o seu braço sobre a água, num movimento que começa pelos dedos das mãos e gera menos contato com a água, consequentemente menos resistência e mais velocidade.

Acima de todos os segredos do super campeão, há a vontade de vencer como nenhum outro. Phelps uma vez afirmou que só tinha uma coisa que ele gostava mais do que nadar; era competir. E ele sempre treinou muito para isso, tanto que paras os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, Phelps treinou 365 dias ininterruptos durante 5 anos, nadando 16 quilômetros todos os dias.

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